Foi há cerca de 60 milhões de anos, mais precisamente no coração da América do Sul, embalada pela força das águas do rios e pelo ritmo das chuvas, que a história do Pantanal Mato-grossense começou a se desenvolver. Generosa, a região não mediu esforços e esvaziou-se em prol do grandioso desenvolvimento de suas terras vizinhas. De um lado, toda a imponência da Cordilheira do Andes, que por muito pouco quase toca os céus. De outro, as curvas e os relevos do Planalto Central brasileiro. Como reconhecimento, o Pantanal recebeu então uma impressionante malha de rios, formada pelo Paraguai e seus afluentes.

Mas é com a chegada das estações das chuvas, que tudo se movimenta na região. O encantamento das águas dá liga ao solo, às plantas e aos detrimentos sedimentados, resultando em uma das maiores e mais exuberantes planícies alagáveis do planeta. Ao se estender por mais de 150 mil km², o bioma floresce em paisagens deslumbrantes e com características tão diversas entre si. Um verdadeiro mosaico, onde floresta amazônica, Cerrado, Mata atlântica e campos sulinos se interligam e convergem em uma explosão de vida.

Um ecossistema pulsante que se mostra nas 263 espécies de peixes, 41 de anfíbios, 113 de répteis – com destaque para uma população impressionante de jacarés, e quase 2 mil tipos de plantas. A medida que as pesquisas avançam, esses números também aumentam. E uma vez na região, observar o firmamento é fundamental para contemplar a maior diversidade de aves do mundo. Afinal, são mais de 463 espécies que vão da maravilhosa arara-azul ao curioso tuiuiú. Essa última é tida como a ave símbolo do Pantanal, que com suas pernas compridas e elegantes e uma envergadura de quase três metros, representa toda a imponência desse abundante bioma.

SAIBA MAIS SOBRE OS OUTROS BIOMAS:

PANTANAL
COLEÇÃO

PANTANAL

Para celebrar a exuberância desse ecossistema pulsante, além das plantas que selecionamos cuidadosamente para vocês, preparamos uma ilustração dessa que é uma das maiores planícies alagavéis do mundo.